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Pulsação


Notícias sobre pesquisas científicas, suplementos, nutrição e treinos

 


INFLUÊNCIAS DO WHEY PROTEIN E CREATINA SOBRE A MASSA E FORÇA MUSCULAR

Podemos dizer que a creatina e o whey protein figuram entre os suplementos mais conhecidos e utilizados dentro da nutrição esportiva. Vários estudos demonstraram a eficiência destes suplementos, quando associados ao treinamento com pesos, para o aumento da força e massa muscular.

Pesquisadores canadenses da Universidade St. Francis Xavier realizaram um estudo com o objetivo de analisar se a adição da creatina à suplementação de whey protein pode otimizar ganhos. Foram realizadas seis semanas de treinamento com pesos em 36 voluntários do sexo masculino, divididos aleatoriamente em três grupos quanto à suplementação adotada:

- Whey protein (1,2g/kg/dia), o que representa 96g por dia para um adulto de 80kg
- Whey protein (1,2g/kg/dia) mais creatina (0,1g/kg/dia) = 8g de creatina/dia para um adulto de 80kg
- Solução placebo de maltodextrina

O grupo que recebeu a suplementação de whey protein mais creatina foi o que obteve o maior ganho de massa muscular e força máxima no exercício supino reto, demonstrando que a adição da creatina pode aumentar os ganhos proporcionados pelo whey protein. Posteriormente, durante seis semanas, os pesquisadores mantiveram o programa de treinamento com pesos e suspenderam a suplementação. Apesar disso, os grupos mantiveram os ganhos de força e massa muscular decorrentes do período de treinamento e suplementação.

(Int J Sport Nutr Exerc Metab. 11(3): 349-64,2001)

 

   


UM PAÍS DE OBESOS


Esta afirmação é amplamente utilizada quando qualquer pessoa constata o índice alarmante de obesos nos EUA. Para alguns, a afirmação pode parecer exagerada, mas, atualmente, quase que 65% dos norte-americanos estão com sobrepeso ou obesos. E o futuro não parece animador.

Estudos do Centro de Pesquisas Nutricionais da Universidade do Colorado estimam que em 2050, praticamente toda a população americana será obesa. Isso caso os índices de crescimento da obesidade mantenham os ritmos atuais.

O Centro Científico de Interesse Público, organização que tem como missão conduzir pesquisas inovadoras e aconselhar e divulgar programas de saúde e nutrição, em seu artigo de julho de 2003, intitulado: 'Sinais diários de que os níveis de obesidade estão crescendo', traz, entre outros, os seguintes fatos:

* Por razões de segurança, a Administração Federal da Aviação tem instruído as empresas aéreas a adicionar dez libras (4,55kg) ao peso aprovado dos passageiros.

* Para administrar vacinas ou coletar sangue, os médicos americanos estão utilizando agulhas mais longas que no passado, pois agora necessitam passar por camadas mais espessas de gordura.

* 25% das mulheres na faixa de 50 anos são grandes demais para ter o percentual de gordura medido com os tradicionais compassos de dobras cutâneas, que são instrumentos desenvolvidos nos anos cinqüenta.

* Lipoaspiração é a cirurgia cosmética mais realizada, tendo crescido em 118% no período de 1997 a 2001.

* Durante a última década, os índices de diabetes cresceram em 60%. Aproximadamente metade destes casos decorre de sobrepeso, dietas pobres e falta de atividade física.

 


NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR

A tradicional pirâmide dos alimentos será substituída. Desenvolvida em 1992, a pirâmide é recomendada pela Organização Mundial de Saúde.

O desabamento da velha pirâmide foi anunciado no dia 12 de setembro pelo departamento de agricultura do governo americano (USDA), devido a novas descobertas científicas. Nesta nova pirâmide, temos a inclusão de uma nova categoria em sua base, representada
pela prática de exercícios diários e controle do peso corporal.

Além das recomendações das quantidades de calorias diárias, basearam-se em características individuais: sexo, idade e quantidade de exercícios praticados.

Isto representa uma maior personalização em relação a antiga pirâmide, onde as mesmas recomendações eram praticamente válidas para qualquer indivíduo,
independentemente de sua realidade.

(Chicago Sun Times, 12/09/03)



 

Por Benito Olmos
Matéria publicada originalmente na Revista SuperTreino (Ed. 04)