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Arrume as malas


Correr no exterior pode ser uma experiência inesquecível, mas é preciso planejar

 

Correr é bom. Aliar o esporte ao turismo é melhor ainda. Competir em locais distantes sempre oferece a oportunidade de novos desafios e eventuais passeios que podem ser inesquecíveis, especialmente fora do Brasil. As principais cidades do mundo possuem provas para lá de atrativas, principalmente maratonas, que reúnem milhões de anônimos dispostos a participar da grande festa que é a corrida de rua. Mas para fazer parte dessa grande massa, não basta apenas estar preparado fisicamente. É preciso planejamento.

 

Primeiro é preciso uma boa reserva financeira, especialmente porque, na maioria das vezes, os preços são em dólar. Uma dica dos economistas é fazer uma poupança especialmente para a viagem.


Em uma viagem esportiva, detalhes fazem a diferença. Pesquisar condições climáticas e tipo de percurso são fundamentais. O corredor e diretor proprietário da Chamonix Operadora de Turismo, Armando Girello, lembra que em provas como Chicago e Nova Iorque, os brasileiros devem ficar atentos quanto às roupas que devem levar. “Em certos locais, a temperatura é bem diferente da que estamos acostumados. Geralmente é bem frio. Em Nova Iorque, já corri com 1º C."

 

 

Documentação é um capítulo à parte. Passaporte e visto de entrada devem ser prioridade. A viagem não deve ser confirmada e paga antes de ter os ‘papéis’ em ordem. Quando o destino for os EUA, é preciso calma. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, entrar no país ficou mais burocrático. “Se todas as documentações estão em ordem e a pessoa atende as exigências do consulado, o visto sai rápido. Mas tudo depende de como estão os pedidos na época. Então, a primeira coisa a fazer é providenciar o visto”, aponta Marcelo Coltro, proprietário da Xtravel Turismo.

 

Para uma experiência bem sucedida, é preciso lembrar que existe hora para se concentrar na competição e hora para o lazer. A empolgação de estar em um local diferente deve ficar para depois da prova. Tempo para aproveitar existe. Geralmente, o pacote básico é de cinco noites, sendo que a chegada acontece no mínimo dois dias antes da largada, prazo para servir de adaptação. “Com exceção dos atletas de elite, todos os outros tem que pensar em valorizar o dinheiro que estão gastando, conhecendo um pouco o local”, recomenda Coltro.os.

 

  FIQUE ATENTO  
 
- É preciso declarar todos os objetos importados que estiver levando, tais como equipamentos fotográficos, filmadoras, computadores, etc. Os objetos devem ser apresentados na Delegacia da Receita Federal no Aeroporto em que estiver embarcando.

- Cada pessoa poderá efetuar compras no exterior no valor máximo de US$ 500, além de poder adquirir mais US$ 500 no Free-Shop do aeroporto.

- As compras podem ser feitas em dólares americanos ou em Cartão de Crédito Internacional. Atenção às restrições existentes quanto às quantidades que podem ser adquiridas de determinados produtos, como bebidas alcoólicas (12 garrafas de cada tipo, por exemplo).

- Os interessados em obter passaporte deverão se dirigir a qualquer agência dos Correios ou aos escritórios da Polícia Federal. Mais informações: http://www.dpf.gov.br/passaporte.html

 
 

 

Desconhecer o idioma local assusta muita gente. Em situações como essa, a orientação é que o atleta permaneça próximo ao grupo de viagem. Para que não haja qualquer tipo de problema, as operadoras de turismo costumam manter guias e fornecem informações básicas prévias.

 

 

Para atrair novos clientes, as agências oferecem vários serviços. Além de confeccionarem
um ‘guia’ sobre o local e a prova, oferecem o serviço de retirada e entrega do número e chip.

Quem tem a oportunidade, não esquece. Com a experiência de 36 provas internacionais, 13 em Nova Iorque, o empresário e escritor Alexandru Solomon, 60 anos, mostra uma admiração particular com a corrida norte-americana. “É uma super maratona. Possui uma torcida maravilhosa, que encoraja o corredor. Lembro-me que corri embaixo de chuva nos anos de 95 e 96 e mesmo assim as pessoas estavam na rua, gritando, incentivando. É fantástico.”.

 


Por Fernando Evans
Matéria publicada originalmente na Revista SuperAção (Ed. 18)