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Treino em velocidade

 

Confira as diferenças no treinamento de velocistas e fundistas no ciclismo

 

 

Os ciclistas são divididos, de acordo com a exigência específica do sistema energético, em velocistas e fundistas. Os velocistas utilizam o sistema anaeróbio e os fundistas o sistema aeróbio. Assim sendo, o treinamento por eles realizado deve promover melhor desempenho dentro dessas características.

A resistência aeróbia pode ser desenvolvida por meio de treinamentos intervalados e contínuos, sendo em sua maior parte contínuo que, por sua vez, pode ser lento ou rápido. A diferença está na intensidade de execução. No lento, tem-se 70% a 80% da intensidade máxima e no rápido 80% a 90% da intensidade máxima (WILT, 1968 apud HERNANDES, 2002). Mas, para isso, é necessário a aferição da intensidade no exercício, que pode ser feita pela Freqüência Cardíaca (FC), reserva da FC, tempo de execução e limiar anaeróbio.

 

 

Periodização de treinamento

Para a utilização dos princípios de treinamento, é necessário que a programação seja feita em blocos, que são planejados de acordo com o dia, mês e ano, em seção de treinamento levando em consideração o tipo de esporte, sexo, idade e estágio do atleta. Pode sofrer alterações por meio dos resultados obtidos nos treinos e competições. Isso otimizará a performance do atleta no macrociclo, que é a periodização dentro de um ano, mesociclo, treinamento durante um ou mais meses, e microciclo, que se realiza em uma semana, e a seção de treinamento. No microciclo deve ser levado em conta o planejamento da sobrecarga e o período para recuperação.

A seguir apresento um exemplo de treinamento de acordo com a fase de treinamento e diferentes tipos de atleta.

 

MESOCICLO: Preparação Básica

Para velocistas:
aumentar força máxima através da musculação e diminuição do percentual de gordura corporal. Trabalhos de velocidade por treinamento intervalado e treino técnico no qual o atleta apresentar deficiência.

Para fundistas: treinamento para potência aeróbia por trabalho intervalado, desenvolvimento aeróbio por treinos intervalados e contínuos e exercícios técnicos no quais o atleta apresentar deficiência.

 

Preparação Pré-Competitiva

Para velocistas: treinamento de força rápida e força de potência para membros inferiores, aprimorar velocidade pelo treinamento intervalado, com ritmo de execução submáximo, resistência anaeróbia.

Para fundistas: aprimoramento da potência aeróbia e da resistência aeróbia, aumento do volume de treinamento técnico visando o máximo de aperfeiçoamento.

 

Preparação Competitiva

Para velocistas: Busca do máximo de força rápida e força de potência utilizando treinamento intervalado no qual o ritmo de execução seja semelhante ao de competição, treinamento da resistência anaeróbia visando o máximo de intensidade, treinamento para desenvolver o máximo de resistência aeróbia e atenção especial ao trabalho psicológico do atleta, preparando-se para o estresse decorrente das situações de competição.

Para fundistas: Treinamento para desenvolver o máximo de potência aeróbia e atenção especial ao trabalho psicológico do atleta, preparando-se para o estresse decorrente das situações de competição.

 

Para a obtenção do melhor desempenho do ciclista, dentro de sua modalidade específica, é necessário que seu treino seja totalmente voltado para isso. Devemos selecionar esforços que tenho como fonte de energia a mesma de sua atividade.

Para se obter êxito em um treinamento de velocidade, você deve levar em consideração que:

- treino de velocidade é sempre máximo ou próximo do máximo;
- nível de motivação é essencial;
- o treino de velocidade deve ser no início da sessão;
- treino de velocidade deve estar associado ao aperfeiçoamento técnico;
- o volume não pode permitir fadiga;
- aquecer adequadamente antes;
- utilizar o método de repetição.

 

Método de repetição
Os períodos de repouso permitem a recuperação completa dos parâmetros cardio-circulatório e ventilatórios (recuperação total).
A técnica de execução do exercício deve permitir a execução com a velocidade máxima.
A duração do exercício não deve diminuir a velocidade de execução do exercício.

Bom treino e boas pedaladas!

 

Por Joaquim Germano
Matéria publicada na Revista SuperTreino (Ed. 11)