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Qualidade de vida
1ª Parte

 

Antes de entrar neste tema é importante considerarmos do que ele trata. Vejo da seguinte maneira: VIDA é um fato. Ponto final. Todos nós, que nascemos e estamos aqui, temos, cada um, a nossa vida. Ganhamos uma vida. E podemos levá-la, sem maiores questionamentos, até o fim.

Mas aí, surge a palavra QUALIDADE. Qualidade não é algo fechado, localizado e caracterizado, e só! Qualidade é uma questão aberta. É um começo.

Eu tenho uma vida. Que qualidade ela tem? Não existe uma resposta simples, deste ou daquele tipo. Pelo contrário, existem mais questões envolvidas:

>> Que nível de qualidade?
>> Qualidade em relação a quê?

 

   

Por exemplo: você vai comprar alguma coisa ou utilizar um serviço. Ele é de excelente, boa, média ou péssima qualidade? Tudo tem uma qualidade.
Então, o que faz a diferença?

A diferença existe quando você começa a prestar atenção nas coisas relacionadas à sua vida. Você se importa com o que faz, como você vive sua vida. Você já não vive de qualquer jeito. Você tenta, se informa, busca, tenta de novo, alcança. Pronto! Sua vida já começa a ter outro nível de qualidade!

Se todos concordam até aqui, podemos começar a falar dos aspectos básicos que constituem a VIDA da grande maioria das pessoas.
Podemos começar falando de alimentação e nutrição.
Hoje, existem milhares de informações sobre alimentos, dietas, doenças relacionadas, etc.

 

Independente de casos específicos, a orientação que qualifica o alimentar-se diz o seguinte:

1. Coma várias vezes ao dia. A razão principal é manter o metabolismo (ritmo interno de funcionamento do corpo) e o nível de açúcar no sangue em níveis estáveis. Com isso você evita doenças, como diabetes, e alterações constantes de peso corporal. (veja quanta preocupação deixa de existir só com essa atitude!).

 

2. Coma pouca quantidade em cada refeição. Isso acaba sendo natural, pois você estará se alimentando a cada 3 a 4 horas. Seu estômago não dilata e você não fica "estufado" e "devagar" (sonolento) depois da refeição.


3. Coma de tudo. Procure variar nas cores e tipos de alimentos para obter o máximo de nutrientes (vitaminas, minerais, aminoácidos, lipídios e glicídios) necessários a uma boa saúde.

 

 

4. Prefira os alimentos naturais e integrais. Eles são processados mais lentamente pelo corpo, não causam choques ou danos no organismo e ajudam a prevenir o envelhecimento prematuro.

 

5. Beba água o dia todo. Entre 2 e 3 litros por dia para garantir uma hidratação interna adequada.

 

6. Escolha o momento adequado para entrar em dietas restritivas. Uma fase de muito stress (mental, emocional ou físico) não ajudará no sucesso da dieta que você está fazendo.

 

    7.  Faça regularmente - anual ou semestral - os exames básicos de colesterol, taxa de açúcar e todos os outros que seu médico solicitar.
Avalie sua alimentação com base nestas informações e você começará a examinar a qualidade de sua vida neste aspecto.


Por André Kfouri, terapeuta corporal.
Matéria publicada na Revista SuperTreino, coluna Corpo e Mente, 1ª Parte (Ed. 14)